Redes sociais e limites individuais – Texto de Ana Raquel Périco Mangili

6 maio

Na sociedade contemporânea, principalmente durante a última década, vem ocorrendo uma integração, cada vez maior, entre os dois mundos sociais criados pelo homem: o real e o virtual. Este último, composto pela Internet, que surgiu em plena Guerra Fria, somente começou a alcançar a população em geral a partir do ano de 1990, e vem influenciando cada vez mais a vida humana, através, principalmente, das redes sociais.

Na internet, as redes sociais são as comunidades online como Orkut, Facebook e MySpace, em que internautas se comunicam, criam comunidades e compartilham informações e interesses semelhantes. É uma fonte constante de comunicação e lazer. Mas elas vêm, cada vez mais, sendo utilizadas no âmbito profissional. Muitas empresas acessam o perfil virtual de candidatos a vagas de trabalho, em busca sobre o comportamento do indivíduo e identificação de atitudes que estejam ou não em equilíbrio com as normas, características da empresa.

Porém, há a questão da liberdade individual. Uma pessoa pode compartilhar momentos sociais, como uma festa, com seus amigos na Internet, mas esse mesmo conteúdo pode ser considerado inadequado para a política de uma empresa, por exemplo. Então a pessoa deixaria de comentar com seus amigos virtuais, fingindo que não participa desses eventos, só para ser aceita no emprego? As atitudes que uma pessoa toma entre amigos pode não ser a mesma que tomaria num ambiente de trabalho, por exemplo. A vida pessoal de um indivíduo não é motivo suficiente para que se julgue a sua eficiência e o seu comportamento profissional, além de estar invadindo a sua privacidade ao tentar lhe impor limites fora do seu ambiente de trabalho.

Mas também há limites para o que se posta na Internet. Pornografia, ideias racistas e preconceituosas, agressões verbais, difamações, entre outros, além de serem inaceitáveis durante o processo seletivo das empresas, são considerados crimes, e como tal, sujeitos a punições previstas em leis.

Entretanto, algumas medidas de bom-senso podem ser tomadas para diminuir este conflito de interesses. Se comportar na Internet de acordo com as leis, evitar compartilhar momentos muitos constrangedores, como fotos com poucas roupas, nudez total ou posse de bebidas alcóolicas (itens que não são tolerados no mundo social “real”), limitar quem acessa o conteúdo que é compartilhado (para evitar que o conteúdo caia em “mãos erradas”), e saber quando a política empregadora das empresas está sendo muito invasiva (há firmas que até pedem a senha dos perfis virtuais dos candidatos, por exemplo) e exigir os direitos de privacidade individual. Assim, o uso da Internet e das redes sociais se torna vantajoso para todos.

 

Texto de Ana Raquel Périco Mangili.

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