Que sejam colocado os pingos nos is – Texto de Rafael Ayala

29 abr

Em entrevista com a Associação Paulista de Jornais (APJ), publicada pelo JC, João Galassi, empresário e presidente de entidade que reúne 2700 lojas, aborda o tema Capitalismo Consciente, no qual o mesmo afirma que, no meio supermercadista, as empresas precisam ter o propósito de montar um negócio que vise não só lucrar, mas também estabelecer uma cultura consciente onde todos estão incluídos dentro dos mesmos valores de transparência e confiança.

Seria interessante que o mesmo ocorresse com o transporte público de Bauru.
Recentemente, o prefeito Rodrigo Agostinho decretou um aumento de 12,5% nas tarifas de ônibus, sendo que em março do ano passado houve um outro aumento em torno de 7%.

Entre as justificativas dadas pela Emdurb, em seu próprio site, estão: o aumento do preço dos combustíveis e da mão de obra; acréscimo no preço dos veículos; e a diminuição do número de passageiros transportados.
O que nós, residentes da cidade, enxergamos, entretanto, são ônibus velhos, cada vez mais lotados e motoristas que “se viram nos trinta” para exercer a função do cobrador ao mesmo tempo em que dirigem.

Segundo a própria empresa, a tarifa é elaborada respeitando os parâmetros estipulados pelo Grupo Executivo de Integração da Política de Transportes (GEIPOT). Este, por sinal, afirma que o valor da passagem corresponde ao resultado da divisão dos custos necessários a produção dos serviços, dividido pelos passageiros pagantes.
Prefeitura e/ou Emdurb, onde estão, afinal, os dados que comprovam a diminuição no número de passageiros? E os que confirmam o aumento da frota? Ou o do número de funcionários e os gastos com os mesmos?

Na câmara municipal, o vereador Roque Ferreira (PT) tem sido o pivô dessa discussão, propondo uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar a planilha de gastos apresentada pela Emdurb.

O ptista e sua equipe avaliaram a planilha, apontando inúmeras irregularidades nos cálculos, estimando uma supervalorização de 14 à 17,5% na tarifa.

O que observa-se, portanto, é totalmente contrário ao que propõem o Capitalismo Consciente de Galassi. Isto é, uma empresa que visa somente o lucro, exigindo muita confiança e exercendo pouca transparência.

O povo de Bauru exige respostas.

Texto de Rafael Ayala

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