A questão da Xenofobia – Texto de Ana Raquel Périco Mangili

22 abr

A humanidade, desde o seu surgimento, enfrenta muitos problemas. Um deles é a xenofobia. Do grego xénos: estrangeiro; e phóbos: medo, a xenofobia é um medo excessivo ao desconhecido.  Sendo assim, seria considerado apenas um transtorno psiquiátrico. Mas a sua definição vai além: a palavra também é usada para designar qualquer forma de preconceito racial e cultural.

A xenofobia tem ganhado cada vez mais força no decorrer do tempo. Uma das explicações é o crescente fluxo migratório em direção aos países desenvolvidos. Muitos desses imigrantes são de países subdesenvolvidos, que buscam melhores condições de vida. E, quando entram em um novo país, como estão desempregados e têm pouca qualificação, acabam aceitando empregos por um salário mais baixo do que é pago aos trabalhadores nativos. Então os empregadores, visando menores custos, costumam dar preferência de emprego aos imigrantes. E, em tempos de crise econômica, a situação se agrava. Aí começam as alegações dos defensores da xenofobia de origem econômica: os imigrantes, a maioria ilegal, “tira” empregos dos trabalhadores do país.

Mas também não há xenofobia apenas contra imigrantes de países subdesenvolvidos. No caso da xenofobia de origem cultural, os estrangeiros, independentemente de sua pátria de origem, são mal vistos porque trazem novos costumes, tradições, que segundo alguns, ameaça a unidade cultural do país.

Independente do tipo de xenofobia, ela está se acentuando cada vez mais, chegando ao ponto de ofensas, discriminações e até barragens de turistas nos aeroportos de um país. A entrada de imigrantes pode até trazer um ou outro prejuízo, mas também traz inúmeros benefícios. Muitas das riquezas econômicas de uma nação são geradas por imigrantes, quer sejam residentes no país, quer sejam turistas. E não se deve esquecer que nenhuma cultura é imutável, eterna, pura. Tudo está em constante mudança, influenciando ou sendo influenciado. Portanto, deve-se ter um controle, fazer campanhas promovendo a aceitação social, não pender para o radicalismo. Assim, pode-se dizer que uma nação é plenamente desenvolvida, porque visa ao bem de todos.

Texto de Ana Raquel Périco Mangili.

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